Veículo: G1- SP

Por: Mauro Ferreira, G1

 

Discos de cantores populares como Gilliard também estão sendo repostos em catálogo

Cantor e compositor goiano, Orlando Morais lançou o primeiro álbum em 1990, chamando a atenção da mídia pelo fato de o repertório majoritariamente autoral apresentar parcerias inéditas do artista com Caetano Veloso e com Cazuza (1958 – 1990).

Com Caetano Veloso, Orlando assinava Divinamente nua, a lua, canção melodiosa propagada na trilha sonora da novela Pantanal (1990). Já a música com Cazuza se chamava Portuga, tendo sido gravada somente pelos autores (o registro de Cazuza saiu no ano seguinte, 1991, no disco póstumo Por aí…).

Outro destaque do álbum Orlando Morais foi Cruzando raios, parceria do artista com Toni Gosta que ganharia visibilidade anos depois.

Posto no mercado fonográfico pela gravadora RGE e nunca reeditado deste então, o álbum Orlando Morais está sendo lançado pela primeira vez no formato de CD na série de reedições – iniciada em setembro de 2017 – em que o selo Discobertas repõe em catálogo títulos raros do acervo das gravadoras Som Livre e RGE (companhia já extinta, cujo arquivo foi abarcado pela Som Livre) que nunca tinham saído em CD.

Além do álbum de estreia de Orlando Morais, o 12º lote da coleção – lançado neste mês de março de 2019 – traz para o CD títulos da discografia de cantores populares geralmente negligenciados pelos críticos, mas cultuados na memória do povo brasileiro.

Capas de discos de Carlos Alexandre, Cyro Aguiar, Gilliard e Ricardo que estão sendo relançados pela primeira vez no formato de CD — Foto: Montagem G1 com fotos de divulgação

Eis, nessa seara popular, alguns discos da coleção que chegam ao formato de CD neste mês de março:

♪ Carlos Alexandre (RGE, 1982), Carlos Alexandre – Morto há 30 anos, Carlos Alexandre – nome artístico do cantor e compositor potiguar Pedro Soares Bezerra (1957 – 1989) – é revivido com a edição do quinto álbum da carreira. O álbum Carlos Alexandre é quase um tributo à memória do cantor Evaldo Braga (1947 – 1973), morto então há 21 anos no auge da popularidade. Seis das 12 músicas são regravações de músicas do repertório de Evaldo, incluindo o hit Sorria, sorria (1972), lançado dez anos antes com repercussão nacional.

♪ Aos músicos brasileiros (Som Livre, 1979), Cyro Aguiar – Ninguém menos do que Sérgio Cabral assina a produção deste terceiro e último álbum gravado pelo cantor e compositor baiano Cyro Aguiar na gravadora Som Livre na década de 1970. Sozinho ou com parceiros como Sivuca (coautor de Somar, diminuir, multiplicar), Cyro assina 11 das 12 músicas do disco, voltado para o samba, mas com a levada pop do samba-rock. O álbum foi gravado com a participação do guitarrista Sérgio Dias, do grupo Os Mutantes.

♪ Gilliard (RGE 1983), Gilliard – Cantor e compositor potiguar que fez muito sucesso de 1979 até meados da década de 1980, Gilliard tem reeditado o sexto álbum da discografia, o quinto feito na gravadora RGE. Festa dos insetos (música de autoria do próprio Gilliard) e Quatro paredes (parceria de Martinha com César Augusto) foram os hits de repertório que incluiu regravação de Hoje (1969), um dos maiores sucessos do cantor e compositor Taiguara (1945 – 1996).

♪ Olha nos meus olhos (Som Livre 1978), Ricardo – Cantor paulistano, Ricardo obteve algum sucesso na segunda metade da década de 1970 ao ser contratado pela gravadora Som Livre. Produzido por Hélio Costa Manso, Olha nos meus olhos foi o segundo dos dois álbuns feitos pelo artista nessa companhia. Com arranjos assinados por Daniel Salinas e Eduardo Assad, o disco não obteve o mesmo sucesso comercial do álbum que o antecedeu em 1977.

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