No próximo final de semana, dias 24 e 25 de janeiro, sexta e sábado, respectivamente, a cantora volta a subir ao palco da para apresentar o em que ela canta músicas do .

Quando Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958  7 de julho de 1990), o Cazuza, saiu precocemente de cena, aos 32 anos, Maria Gadú ainda tinha quatro anos incompletos. Mas o tempo não para e, como o cancioneiro de Cazuza nunca envelhece, a cantora e compositora paulistana logo travou contato com a obra deste cantor, compositor e poeta carioca  como qualquer brasileiro nascido após 1982. Nesse ano, o grupo carioca Barão Vermelho  que se reunira em fins de 1981 e admitira Cazuza como vocalista após indicação do cantor goiano Leo Jaime  lançou seu primeiro disco. Foi quando começou a brilhar a estrela de Cazuza. O rock do Barão Vermelho evocava a crueza do som dos Rolling Stones, mas a poesia das letras escritas por um poeta que viria a receber a alcunha de Exagerado  por ser pautado pelos excessos, sobretudo de talento  parecia arder na fogueira das paixões que consumira, décadas antes, as canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914  1974) e da cantora e compositora paulista Maysa (1936  1977), merecendo imediatos elogios públicos de nomes como Caetano Veloso (que sentenciaria mais tarde que Cazuza foi o poeta da geração pop dos anos 80) e Ney Matogroso. O parentesco de Cazuza com a música brasileira ficou mais evidenciado quando o cantor saiu do Barão Vermelho, após três álbuns e um compacto gravados com o grupo, e iniciou carreira solo em 1985, gravando mais seis álbuns individuais, o último lançado de forma póstuma em 1991.

Em oito intensos anos de carreira, Cazuza deixou nada menos do que 234 músicas, sendo que uma parte ainda permanece inédita. É sobre essa vasta obra  um museu de grandes novidades para quem não teve a oportunidade de conhecer mais a fundo o cancioneiro do compositor de hinos como o samba-rock Brasil (em parceria com George Israel e Nilo Romero) e a balada Todo amor que houver nessa vida (com Frejat, seu mais frequente parceiro)  que Maria Gadú já se debruça para selecionar o repertório do show inédito em que vai cantar Cazuza sob a direção de Monique Gardenberg. O roteiro vai misturar músicas gravadas por Cazuza com o Barão Vermelho e composições da profícua carreira solo do cantor.

A intensidade que pautou Cazuza parece guiar também os caminhos de Maria Gadú. Grande revelação de 2009, ano em que lançou seu primeiro álbum, Maria Gadú, com sucessos autorais como Shimbalaiê, a cantora e compositora paulistana já gravou desde então dois álbuns de estúdio e fez dois registros ao vivo de shows (um deles com Caetano Veloso) em apenas quatro anos de carreira fonográfica. O sucesso de Gadú já extrapola inclusive as fronteiras nacionais. Parceira do compositor norte-americano Jesse Harris, a artista fez este ano turnê pela Europa, com shows invariavelmente lotados.

Serviço: Maria Gadú canta Cazuza

Datas: 24 e 25 de janeiro (sexta e sábado)

Horário: 21h30

Abertura da casa: 20h

Ingressos:

Setor Um Tom Acima: R$ 120

Pista: R$ 60

INFORMAÇÕES MIRANDA

End: Espaço Lagoon ? Avenida Borges de Medeiros, 1424 ? Piso 2  Lagoa  Rio de Janeiro (21) 2239-0305

Capacidade: 350 pessoas

Classificação: 16 anos

Formas de pagamento: dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito.

Ar-condicionado central

Mais informações em: www.mirandabrasil.com.br

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Twitter: @mirandabrasilrj

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