29/09/2017
do BOL, em São Paulo
Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, posa ao lado da apresentadora Daniela Albuquerque

Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, diz que recebe “muitos sinais” do filho, morto em 1990 vítima de complicações da Aids. “Por exemplo, se um artista pede ‘Lucinha, você me deixa gravar tal música?’, eu falo ‘Me dá um tempo’. Aí eu digo ‘Cazuza, me dá um sinal’. Ligo o rádio e está Cazuza. Isso é um sinal de que tenho que assinar a autorização”, contou Lucinha durante entrevista a Daniela Albuquerque, apresentadora do programa “Sensacional”, da RedeTV!

Na entrevista, que foi ao ar no “Sensacional” desta quinta-feira (28), a mãe de Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, também falou sobre a frequência com que aparecem pessoas dizendo serem filhos do cantor falecido. “Já apareceram tantos filhos dele, volta e meia aparecem. Ele morreu há quase 27 anos, e aí aparece um garoto de 20 dizendo que é filho dele. Isso acontece bastante. Até adoraria se fosse verdade, mas é tudo mentira”, desabafou a mãe do intérprete de “Exagerado” e “Codinome Beija-Flor”.

7.jul.1990 – A morte de Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, completa 27 anos hoje (7.jul.2017). O cantor e compositor morreu aos 32 anos vítima de complicações causadas pela Aids. Cazuza fez sucesso na década de 1980 como o vocalista da banda Barão Vermelho. Em busca de mais liberdade para compor e se expressar, o cantor deixou a banda em 1984 e seguiu carreira solo, mantendo o mesmo sucesso com canções como “Exagerado” e “Codinome Beija-Flor”. Na montagem acima: à esq., capa de “Exagerado”, primeiro álbum solo do cantor (1985); ao centro, Cazuza aparece abraçado com o pai João Araújo e a mãe Lucinha Araújo; à dir., Cazuza durante show no Palace, em São Paulo, em 1988. Veja mais

“Sabe qual foi a maior herança que ele me deixou? Foram as músicas. No dia em que me conscientizei disso, eu falei ‘Tudo bem, não tive netos, mas as canções que ele me deixou são meus netos”, conta Lucinha. Questionada se teve tempo para se despedir de Cazuza antes de sua morte, Lucinha diz que não. “Eu me recusava a falar em morte e não queria que ele falasse, o João [pai do cantor] também não queria”, explica.

Atualmente, Lucinha comanda a Sociedade Viva Cazuza, instituição que há mais de 20 anos atende crianças portadoras do vírus HIV.

Em 2016, saiu a segunda edição do livro “Cazuza – Só as Mães são Felizes”, depoimento de Lucinha dado à autora Regina Echeverria. Na obra narrada em primeira pessoa, Lucinha relata todos os fatos marcantes de sua vida com Cazuza, que foi seu único filho.

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