Cazuza e a mãe, Lucinha Araújo, no começo dos anos 1980 (Foto: Reprodução)
07/07/2017 – Época

Há exatos 27 anos, o Brasil acordava mais triste: Cazuza, cantor e compositor icônico de toda uma geração, morria em decorrência da aids, depois de lutar e muito contra o vírus do HIV, com apenas 32 anos.

Um dos maiores poetas dos anos 1980, junto a Renato Russo, Agenor de Miranda Araújo Neto, filho de João e Lucinha Araújo, nasceu em 4 de abril de 1958 e, em apenas oito anos de uma meteórica carreira, deixou sua marca definitiva na história da MPB.

Primeiro vocalista da banda Barão Vermelho, conheceu o sucesso já no primeiro álbum da banda, que, na época, era formada por Frejat(guitarra), Dé (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), em 1982.

No ano seguinte, com o hit “Pro dia nascer feliz”, também cantado por Ney Matogrosso, com quem Cazuza viveu um affair e foi amigo até o fim da vida, a banda estourou em todo o país e, pouco tempo depois, protagonizou um show histórico no primeiro Rock in Rio, em 1985.

Cansado de cantar só rock, o artista se desligou do grupo e, naquele mesmo ano, lançou seu primeiro álbum solo, Exagerado. Na época, também descobriu que havia contraído o vírus do HIV. Com o apoio da família, ele iniciou uma dura batalha contra a doença, que o levou a ser internado em Boston, nos Estados Unidos.

Em tratamento durante quatro anos e sempre incansável, ele ainda lançaria outros quatro álbuns, entre eles o magistral Ideologia, em 1988, que continha os hits “Faz parte do meu show”, “Brasil” e “Blues da piedade”. No ano seguinte, já bastante debilitado, Cazuza ainda fez a turnê do show O tempo não para, em que, entre uma música e outra, recorria a um balão de oxigênio.

Ele viria a falecer pouco depois de lançar o álbum Burguesia e compor com Rita Lee outro hit, a música “Perto do fogo”. Um ano após se despedir deste mundo, sua mãe, Lucinha Araújo, criou a Sociedade Viva Cazuza, destinada a prestar apoio a crianças tocadas pelo HIV.

Em 2013, ganhou um musical inspirado em sua trajetória, com Emílio Dantas no papel-título, sob a direção de João Fonseca, e, no último 12 de junho, graças à descoberta de uma antiga sobra de estúdio de 1987, foi lançado o single da música “Dia dos Namorados”, com vocais de Ney Matogrosso gravados para a faixa recentemente.

Nestes últimos 27 anos, a obra de Cazuza serviu de inspiração para uma centena de artistas e atravessou três gerações, sempre se mantendo à frente do tempo e arrojado, com mais de 5 milhões de discos vendidos.

URL original: http://epoca.globo.com/sociedade/bruno-astuto/noticia/2017/07/ha-27-anos-morria-cazuza-relembre-trajetoria-do-cantor-e-compositor.html

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