Postado por 30 de maio de 2015Por Claudio DiraniDiversos, Música

Nova versão do hit

Por Claudio Dirani

O que você lembra sobre 1985?

Diretas Já Morte de Tancredo Neves Com certeza, tudo isso.

Mas a apresentação de Cazuza e sua então “quase ex-banda”, o Barão Vermelho, foi um dos marcos do primeiro Rock In Rio.

Tudo aconteceu nos dias 15 e 20 de janeiro daquele ano. Foram 14 músicas em cada setlist, começando por “Maior Abandonado” até chegar na “politizada” “Pro Dia Nascer Feliz”. Cazuza deu sua mensagem para um “novo Brasil que estava nascendo”. Só que a canção gravada com o Barão também foi emblema´tica e serviu como anúncio de sua despedida do grupo.

Agenor Miranda de Araújo Neto tinha outros planos para seu alter-ego Cazuza. Era a vez de misturar o pop e rock com a MPB. O resultado disso foi “Exagerado”, seu primeiro disco solo, que vendeu quase 1 milhão de cópias propelido pela faixa-título – a mesma música que agora ganha uma versão “Exagerado 3.0”, com base instrumental regravada por João Barone (Paralamas) e Dado Villa-Lobos (Legião Urbana).

A história

Disposto a encarar uma vida como artista solo, Cazuza tinha tudo planejado. Após finalizar o quatro álbum do Barão – “Maior Abandonado”, o artista carioca partiria em voo solitário, por se julgar “egoísta demais para dividir a atenção dos palcos”. Para a revista Manchete de 7 de dezembro de 1985, ele declarou:

“Exagerado é um disco agressivo, mas eu acho que a gente tem que ser agressivo, porque estamos numa época muito agressiva, a direita está agressiva. Fiz análise 2 anos e tenho uma coisa edipiana mesmo, e de Electra também… a minha ligação é forte com os dois, meu pai pelo lado da vida, e com a minha mãe pelo lado mágico. Minha mãe é mais uma coisa energética, cósmica, meio louca, ela entende tudo o que eu faço, não explico mais, pro meu pai eu já explico”.

Sempre decidido sobre as atitudes – mas não menos sensível e apegado aos amigos – Cazuza contou com diversos parceiros para tornar o sonho do disco solo realizado. A começar pelo single, considerado por ele “o mais autobiográfico”. A música “Exagerado” foi composta em parceria com dois gênios do pop nacional: Ezequiel Neves e Leoni. A partir dai, a carreira de Cazuza jamais seria a mesma: meteórica, exagerada e breve, como sua própria vida, vencida pelo vírus HIV em 7 de junho de 1990, aos 32 anos.

Making of

Confira a história da regravação de “Exagerado” e o vídeo que mostra os bastidores da nova versão

Uma realização da Musickeria CORP, a produção reúne um time de peso, com artistas que são parte da história do rock brasileiro e foram influenciados pela obra de Cazuza em suas trajetórias. Marco de uma geração e ainda tão atual quanto na época de seu lançamento, “Exagerado 3.0” terá os seus 30 anos de história celebrados por uma nova versão, um “re-colour” que promete trazer de volta às paradas um dos mais emblemáticos hinos do rock and roll nacional.

Luiz Calainho, sócio diretor da Musickeria CORP, diz “para nós é uma honra desenvolver essa ação com uma canção que marcou toda uma geração e de um dos maiores ícones da nossa música. Com essa edição “re-colour” abre-se uma nova oportunidade para todas as gerações voltarem a ouvir e se emocionar com esse grande sucesso!”

O processo de “re-colour” consiste em colocar uma nova roupagem na música, com trilhas e elementos instrumentais inéditos, para imprimir estética e “cores” mais contemporâneas, mantendo a voz de Cazuza e a essência original da canção.

“Exagerado 3.0” tem produção musical, baixo e violões de Liminha, bateria e pandeirola a cargo de João Barone (Paralamas do Sucesso), guitarras por Dado Villa Lobos (Legião Urbana), teclado e programações por Kassin e mixagem de Liminha e Daniel Alcoforado, mantendo a voz original de Cazuza.

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