15/06/2015 – Agência de Notícia da AIDS

O cantor e compositor Cazuza está na capa da revista “Rolling Stone” que está nas bancas. Com a manchete “Cazuza, a loucura e a redenção do maior poeta brasileiro do pop”, a edição traz uma reportagem especial sobre os 25 anos da morte do artista – ele morreu no dia 7 de julho de 1990, em consequência da aids.A reportagem, de Mauro Ferreira, diz que Cazuza foi dono de um cancioneiro contundente que continua, desde então, dando sinais de grande vitalidade – ainda este ano será lançado um disco com músicas inéditas dele, finalizadas por nomes como Caetano Veloso e Seu Jorge. Paralelamente ao CD, também está a caminho uma edição revista, atualizada e ampliada do livro “Preciso Dizer Que Te Amo” (2001), com reproduções e histórias sobre as letras de Cazuza.

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, é uma das entrevistadas. “Renato Russo que me perdoe, mas Cazuza é o artista mais importante da geração dele. Renato era geneticamente triste. Cazuza era alegre”, diz a fundadora da Sociedade Viva Cazuza, criada no Rio para acolher crianças vivendo com HIV/aids, no Rio.

Roberto Frejat, parceiro musical e amigo pessoal de Cazuza, é outro que fala na reportagem. “Ele está comigo todos os dias. A gente teve tantas noites, tiradas e gargalhadas, que volta e meia sinto até o cheiro daqueles momentos”, diz Frejat. Há ainda depoimentos do músico Leoni, do DJ Zé Pedro, da cantora Marina, de Ney Matogrosso, entre outros artistas.

A matéria relembra que Cazuza começou a sentir as consequências da infecção pelo HIV em 1985, quando precisou ser internado com febre. Mas a confirmação do diagnóstico só veio em 1987, quando ele tinha 29 anos e promovia seu segundo álbum solo “Só se For a Dois”.

O diretor do Departamento de Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, fala sobre os 30 anos do combate à aids no Brasil. Apesar dos avanços nessas décadas de enfrentamento à epidemia, ele diz que ainda há muitos desafios. “Uma coisa que nos chama atenção atualmente é o crescimento do vírus entre a juventude. E tem as questões estruturais, como a homofobia e a transfobia, que são grandes no país e a população de gays tem risco acrescido”, diz Fábio Mesquita.

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