27-06-2019
Veículo: Veja São Paulo- SP

Foto: O protagonista Emílio Dantas: excessos amenizados (Leo Aversa)

Resenha por Dirceu Alves Jr.
“Não quero que me imitem. Não quero ninguém atrás de mim. Tenho muito medo de ser porta-voz de qualquer coisa”. Nesta declaração de 1988, Cazuza já profetizava o inevitável. O talento instintivo e avassalador, o temperamento explosivo, a linguagem única e libertária, fizeram dele um ícone sem precedentes na cultura contemporânea produzida no Brasil. Muito mais do que isso: ainda que à revelia foi, mesmo sem pretender sê-lo, o grande cronista da juventude brasileira dos anos 80. Morto em 1990, aos 32 anos, no auge da carreira, foi alçado a precoce e definitivo mito no imaginário brasileiro. O espetáculo reúne alguns dos maiores clássicos de Cazuza tanto em carreira
solo quanto com a banda Barão Vermelho, como “Pro Dia Nascer Feliz” e “Codinome Beija Flor”. Também os hits ‘Bete Balanço’, ‘Ideologia’, ‘O Tempo não para’, ‘Exagerado’, ‘Brasil’, ‘Preciso dizer que te amo’ e ‘Faz parte do meu show’estão presentes no roteiro, que ainda reserva espaço para composições de Cazuza que ele nunca chegou a gravar, como ‘Malandragem’, ‘Poema’ e ‘Mais
Feliz’. Com Osmar Silveira como Cazuza, Susana Ribeiro, Marcelo Várzea, Fabiano Medeiros, André Dias, Carolina Dezani, Carlos Leça, Igor Miranda e outros. Direção de João Fonseca.

info
Direção: João Fonseca
Duração: 120 minutos
Recomendação: 14 anos
Locais e horários
date_range A partir 19 de julho Até 25 de agosto

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