2015/08/07 – Diário de Notícias
por João Almeida Moreira, em São PauloHoje

Autor de Exagerado e Brasil, foi o porta-voz de uma geração. Viveu intensamente 32 anos, morreu de sida em 1990. Lançamentos de discos e reedições de livros assinalam a data

Cazuza dizia que tinha tudo para dar errado: era sopinha de massa, berrava em vez de cantar e nascera filho de um poderoso empresário do meio musical carioca. O talentoso compositor e poeta que marcou os anos 80 brasileiros recorria à ironia para se defender de quem o acusava de ser protegido pelos favores do pai. E, de facto, reza a história e a lenda que do seu pai, João Araújo, o patrão da editora Som Livre, não teve nenhum incentivo ao iniciar a carreira.

“Não é lenda”, conta ao DN a mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, ela própria uma ex-cantora. “Num concerto do Caetano Veloso, no Canecão, em 1980, estávamos eu e o pai dele na plateia, quando, mal o Caetano começou a cantar os primeiros versos de Todo Amor Que Houver nessa Vida, eu virei–me para o João e disse-lhe “essa música é do Cazuza”, ele respondeu “você é louca, psicótica, vê o garoto em tudo!””, conta. “De repente, o Caetano anuncia ao público que a música era da banda Barão Vermelho e elogiou o seu letrista, o Cazuza… o meu marido quase caiu para o lado.”

Oiça aqui o álbum Exagerado:

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